Essa noite perdi o sono com um pensamento que me incomodou positivamente. Fiquei impressionado por ter constato algo tão simples e, ao mesmo tempo, tão interessante.
Trabalho com orquestração de webservices a mais de 2 anos. Também sou músico amador a pelo menos 25 e talvez eu nunca tivesse feito uma relação entre as duas coisas.
Ora, a coisa é simples! Numa orquestra musical o maestro é responsável por determinar o tempo da música, o seu pulso. Os gestos que ele faz determinam a textura da música, ou seja, se as notas vão ser mais suaves ou mais duras; e a amplitude da regência determina o volume (forte ou piano), quando a música deve crescer e quando deve diminuir, em suma, a interpretação dinâmica.
Além disso o maestro é quem dá as entradas para os músicos (nem todas as músicas começam e terminam com todos os instrumentos tocando ao mesmo tempo) e determina o fechamento da música de forma que todos os músicos possam parar de tocar ao mesmo tempo.
A maioria dos maestros faz a regência bem parecida, mas as diferenças são adaptáveis, dependendo do seu costume e dos ensaios.
Se você já trabalhou com orquestração de webservices (no meu caso utilizando BPEL) , leia novamente os últimos parágrafos e pense que eu estou falando de sistemas de informação e não de música! É aí que está a grandeza e a beleza de trabalhar com orquestração de webservices!! É algo ‘musical’. O processo de orquestração é capaz de integrar sistemas de forma melodiosa e harmônica. É claro que, como numa orquestra musical, o regente deve ‘dominar’ a sua orquestra, conhecendo-a profundamente nos mínimos detalhes para que possa tirar dela o seu melhor.
Podemos dizer, também, que o maestro não pode fazer tudo sozinho. Ele é o ‘regente’. Mas não é ele quem, no fim, tocará os instrumentos… Se os músicos são bons o resultado é fabuloso!! Igualmente, se os músicos são limitados, não há maestro que faça milagres…
Da mesma forma, numa integração de sistemas, o sistema de orquestração não é capaz de fazer milagres! Se as ‘pontas’ que devem ser integradas são limitadas ou não realizam o seu trabalho de forma correta, não será o orquestrador que conseguirá fazê-lo.
Orquestrar é uma arte!! Com certeza é por isso eu tenho tanto prazer em desenvolver esse tipo de trabalho!























